sábado, 11 de junho de 2022

Don Sapo de Lamaçal e Lodo

A "Senhor doutor, eis-m 'aqui, Pra me dizer s´estou louco, ÉPois que, aquilo que vi, Faz-m' isso pensar um pouco!" B "Então que viu, diga lá, Praqu' o possa sossegar, Qu' o que viu, nada será! Vamos então a contar!" Ca "Ia, de casa a sair, Depois de ter almoçado, Quando vi um sap' a rir, À frente, todo molhado! Cb Do lamaçal que existe, De mi porta log' à frente (que nada façam, é triste, Não querem saber da gente)..." D

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Um dia, como tu, eu fui nascer


Um dia, como tu, irei morrer!


Só que houve que viver


E que Fad' estou a ter!
Sim! Tu saltas e corres,












terça-feira, 19 de julho de 2016

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domingo, 20 de março de 2016


Houv' uma certa pessoa,
Que em Espanha, um dia,
Foi entrar, numa boa,
Num restaurante qu' havia.

Neste país, passeava,
Mas d' outro ela viera,
Ela era scandinava,
Em Spaña, nunca 'stivera!

Foi-s' à mes' então sentar
No menu depois pegou.
E pr' ond' ela foi olhar!
Para onde el' olhou!

'roupettas'  lá 'scrito, viu
Mas ... o que viri' a ser?
Contudo isso pediu,
Pôs-se depois a comer!

Pergunta ao empregado,
A  resposta logo a há:
"Iss' é do toiro, coitado,
Que alguém esfolará"

Depois da lid' acabada,
Pra dentro vai, arrastado,
Continuand' a tourada
Que é do geral agrado!

Cortam-lhe os genitais,
Que foi o que foi comer".
Mas é bom! Eu quero mais,
Outra vez, poderá ser?
--
Par' a terra regressou,
O turista de que eu falo,
Mas um di' ele voltou
Só pra comprar um cavalo!

Quis el' então ir comer
Lá onde tinha comido
Mas olhou, e que foi ver?.
Não er' o que foi pedido!...

Chamou log' o empregado,
Qu' então vira, há doze meses.
"Não estão do meu agrado,
São mais pequenas 10 vezes!"

"O touro, nem sempre morre,
Por vezes, o toureir' é,
Pois, colhido se não corre,
Chega-lhe a morte, até!"

Chamava-s ele Ataíde,
E era bem promissor,
Se a meio da sua lide
Não morresse de pavor!
















sexta-feira, 18 de março de 2016

Mensagem
:
Eu quis um dia  'studar,
E estudar mesm' a fundo,
(podem, nisso, acreditar)
Os povos do Novo Mundo!

Falar, muit' eu ouvira
Dos Incas e seu Império,
Que de Pizzarro, a ira,
Tirou do Planisfério!

Fui ver às Bibliotecas,
O que  sobr' eles havia
Não fiquei com enxaquecas,
Lá voltei, mais que um dia!

À NET, fui também ver,
E tanto qu' aprendi eu:
Este Povo vinh' à ser,
Mais culto qu' o Europeu!

Antes del' outros houvera,
Tal o Moch' e o Chimú,
Cada um em sua Era,
Todos no sítio do Peru!

Em Chavin e em Paracas,
Outros Povos existiam,
Que não tendo d' aç' as facas,
Do que caçavam, comiam!
BLOG EM ACTUALIZAÇÂO

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mar!
De longe tua voz eu ouço
O fragor das tuas vagas
Fico mesm' até mais moço
Quando tu, com d'água bagas
M' encharcas 'té ao pescoço!
Ah, Mar, Mar!...
Fui-me de perto de ti,
E minha Alma só chora!
Nunca, nunca mais eu te vi,
Oh, porque me vim embora?
Ah, Mar, Mar, Mar!...
--
Ah, Mar, Mar!
Eu ficar, já não podia
Se pudesse, ai, eu ficava!
Contigo, me divertia
Quand' em teu seio eu nadava!
Ah, Mar, Mar!
--
E tu, Lisboa maldita,
Que me matas lentamente,
E me tiras mesm' a dita
De uma vida decente!
Maldita, maldita, maldita!
--
Que, Lisboa, sobre ti,
Caia outra maldição,
A que eu t' envio daqui,
Esperando não ser em vão!
--
Oh Terra, del' inocente,
Vem e abre-te, sob ela,
E engole-a, num repente
E que nada reste dela!
--
Tu, Fogo, vai sobre ela,
Vai e deixa-te ficar!
Quanto menos reste dela,
Mais irão rejubilar!
--
Ar! Vem, do Sul, lá do deserto
E do Polo, o do Norte!
Com frio e calor, decerto
Terrível será su sorte!
--
Enquanto isso, oh Água,
Não a faças mais sofrer,
Se nela houver já mágoa
Do seu ido proceder!
--
Limpa tudo e a renova,
Que se erga, sem pecado!
Sej' üa cidade nova,
Até ao Mund' acabado!










terça-feira, 20 de maio de 2014

Paula

---   I

Oh, quanta tristeza eu hei,

Desde que não mais te vi ...

Sei que não mais te verei,

Nem vens cá, nem vou aí ...


---   II

A ti, não mais te vou ver,

Não sei mesmo ond' estás !...

Nem posso sequer saber,

Por onde tu andarás ...

---   III

Em ti penso eu, bastante,

Tempos e tempos sem fim ...

Um modo de a ti, distante,

Vêr-te bem ao pé de mim ...







PAULA - I

Há tempo tão já passado,

Fui-t' um dia conhecer ...

Oh, quanto tenho chorado,

Por não mais te poder ver!

Tive que me vir embora,
De S.João, pois, sair
Por isso, minh' Alma chora,
E nem mesmo quer sorrir!


Mas isso, que te importa?
Não te lembras mais de mim!
Pra ti,eu sou cousa morta,
Acredito bem que sim!


Também iss ' eu 'stou a crer:
Cadáver penso que 'stou,
Defunto com mau par'cer!
Assim, morto, eu já sou!

domingo, 18 de maio de 2014

Quando eu fui trabalhar

Er' uma 1 hora, talvez,
Quando eu fui almoçar.
E depois, lá pelas 3,
Saí, pra ir trabalhar trabalhar.


Não, não fui, peço perdão!
Contudo era pra ir!
Mas não fui, não fui, pois não,
Porque no chão fui cair!


Teria eu desmaiado?
Eu não sei, mas não o creio:
Mas fiquei ali prostrado
Na borda de um passeio!


Ia-me a levantar
Quando vi o impensável:
Um sapo a passear
Com um impermeável!


Atentei melhor, então:
Uma bengala levava,
segura na sua mão
Binóculo, também usava!.



Nunca eu coisa tal vira,
e nos meus olhos não cri,














domingo, 13 de abril de 2014

Há algures um armazém,Que vai daqui ao Além
E que lá dentro alguém
Lhe pôs só notas de 100,
E uma falsa, também,
Cujo valor nenhum tem .